O Kendo (em japonês, 剣道, o Caminho da Espada) é uma arte marcial japonesa que tem origem nas técnicas de combate dos antigos guerreiros japoneses (Samurai). Enquanto, por exemplo, o Judo (o Caminho da Suavidade) deriva das técnicas de combate corpo-a-corpo, o Kendo é uma adaptação das técnicas de luta com a espada japonesa. Assim, poder-se-ia definir o Kendo, embora de forma redutora, como “esgrima japonesa”.

Por forma a assegurar que a prática da modalidade não acarreta riscos para o kenshi (ou kendoca) e que mantém a vertente marcial que deu origem ao Kendo, o praticante utiliza uma armadura especialmente desenvolvida para a prática. Esta armadura, o kendogu ou bogu, é composto por várias peças que representam também, na sua maioria, os alvos válidos para os ataques. Para além da armadura, o uso de uma espada feita de bambú (shinai) permite uma prática segura e sem os condicionalismos e riscos à integridade física que o uso de uma espada ou uma réplica feita de madeira maciça acarretaria.

Credits: João Lourenço

Rei – vénia no início de uma prática.

O uso deste equipamento de protecção gerou uma modalidade muito dinâmica e com combates de contacto total (nos alvos pré-estabelecidos), utilizando conjuntos de técnicas (cortes e estocadas) que podem assumir carácter ofensivo ou de contra-ataque. As regras estabelecidas para a prática do Kendo neste enquadramento mais desportivo visam a salvaguarda dos seus praticantes (tornando-a uma prática extremamente segura) mantendo sempre presentes os valores do Reigi – etiqueta, respeito – presentes.

A prática de Kendo pode assumir várias formas, sublinhando-se, no entanto, três: keiko (treino, englobando diversos aspectos), kata (conjunto pré-estabelecido de técnicas entre dois kenshi) e shiai (competição).

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  1. História do Kendo
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